Hoje, na aula, surgiu aquela clássica e saudável discussão sobre música. Todo mundo falando de Rock in Rio, ou "Pop in Rio" para alguns mais irônicos. O professor de História, escrevendo, ouviu a conversa, e como cara gente fina que é, aproximou e soltou: "Só sei de uma coisa, eu vi Legião". Os meus colegas todos curtiram e elogiaram a banda, disseram que também viram. Como assim? Renato Russo, o frontman da banda, morreu em 97!!! Alguns ali tinham, no máximo, 4 anos. E o pior, a banda teve seu auge entre o fim de uma década e o início de outra. Mas porque nós, novos 'adultos' brasileiros, fazemos isto?
Bem... Se realmente lembrarmos de bandas brasileiras que fizeram parte de nossa adolescência, podemos citar NXZero, Fresno, CPM22 entre outras. OK, são bandas famosas e conhecidas. Mas para quem curte rock nacional, sabe que essas bandas ficam anos-luz atrás de Legião ou RPM. E ai o jovem que tem um gosto mais exigente sobre rock, passa a ouvir essa galera da geração passada. Ele passa a gostar tanto, que vira um nostálgico, amando tudo que era daquela época.Exemplo: As vezes surge também, na sala de aula, conversas sobre desenhos antigos. Eu não sou de mentir, e digo que o que realmente peguei dos desenhos clássicos foi Dragonball Z e os Cavaleiros do Zodíaco que resolveram reprisar na band em 2003, se eu não me engano. Agora tem gente que fala que não perdia um episódio de Caverna do Dragão. Puts, esse desenho é da década de 80!!! Minha mãe falava sobre ele quando era menina, e meus colegas de classe dizem que assistiram?
Creio que esses que vivem falando que acompanharam Legião Urbana, Nirvana e a TV Colosso são mentirosos, ou pessoas geniais que lembram de tudo que fizeram desde o primeiro dia de vida. Até concordo, que com o nível dos desenhos e da música de hoje, os adolescentes devem olhar para trás e ver as coisas boas que perderam. Eu mesmo por exemplo, adoro Queen, uma banda que acabou no início da década de 90. Sou fã, mas nunca fui à um show ou presenciei o tempo deles. A galera que diz sobre Renato Russo, deveria repensar e mudar o discurso. Uma coisa é gostar, outra é falar que acompanhou e viveu aquilo...
terça-feira, 4 de outubro de 2011
sábado, 10 de setembro de 2011
Alcoolismo e a juventude
É, mais um tema bem polêmico (não tanto quanto mamilos =P). Tô escrevendo este pequeno artigo bebendo uma cerveja. Mas não se preocupem, já sou maior de idade. O que eu queria destacar sobre isso é a negligência misturada com a ganância dos vendedores. Há uns anos atrás, quando tinha uns 15, 16 anos comprava qualquer tipo de bebida numa facilidade incrível. Eles nem pedem RG, só olham para tua cara e falam o preço.
Outro fato sobre o alcoolismo é o incentivo que alguns dos pais dão para o jovem começar a beber. Sempre quando vou em algum barzinho, reparo em algumas mesas onde tem um moleque junto com os pais experimentando cerveja. Bem, depois eles não podem reclamar se o futuro do filho for prejudicado pelas bebidas. Meu próprio pai, grande contador de histórias, dizia que na sua época, o normal era beber pinga antes de entrar nos "bailes", isso com 15 anos de idade. Isso só releva o fato de que o alcoolismo é passado de geração em geração como algo descolado.
Beber de vez em quando, as vezes para "ficar alegre" é bom, mas com responsabilidade. Eu mesmo já passei dessa fase de beber até cair, ainda bem... É bem triste ver "crianças" nesses shows caindo ou vomitando pelos cantos da festa. Quando cresci, percebi a força do golpe que eu dava na minha família. Afinal, gastava a mesada em álcool... E você, já parou para pensar nisso? Como diz Zeca Pagodinho: "Se eu quiser beber eu bebo, se eu quiser fumar eu fumo, pago tudo que eu consumo com suor do meu emprego."
Outro fato sobre o alcoolismo é o incentivo que alguns dos pais dão para o jovem começar a beber. Sempre quando vou em algum barzinho, reparo em algumas mesas onde tem um moleque junto com os pais experimentando cerveja. Bem, depois eles não podem reclamar se o futuro do filho for prejudicado pelas bebidas. Meu próprio pai, grande contador de histórias, dizia que na sua época, o normal era beber pinga antes de entrar nos "bailes", isso com 15 anos de idade. Isso só releva o fato de que o alcoolismo é passado de geração em geração como algo descolado.
Beber de vez em quando, as vezes para "ficar alegre" é bom, mas com responsabilidade. Eu mesmo já passei dessa fase de beber até cair, ainda bem... É bem triste ver "crianças" nesses shows caindo ou vomitando pelos cantos da festa. Quando cresci, percebi a força do golpe que eu dava na minha família. Afinal, gastava a mesada em álcool... E você, já parou para pensar nisso? Como diz Zeca Pagodinho: "Se eu quiser beber eu bebo, se eu quiser fumar eu fumo, pago tudo que eu consumo com suor do meu emprego."
Separação: o clichê do século 21
Foi-se o tempo dos casamentos longos, das bodas de ouro e festas familiares. A separação hoje é algo facilmente alcançado, com leis flexíveis para dar rapidez ao processo. O número de divórcios cresce a cada ano. Já virou moda. Nesta semana, fui à festa de aniversário de um de meus meio-irmãos (eu, por exemplo, sou filhos de pais separados). Ele comemorava os seus 8 anos em pequeno parque local. Era aquelas coisas que toda festa de criança tem, bolo, brigadeiro, tias, avós e o famoso "com quem será", inimigo de todo moleque. Bem, o que me chamou a atenção foi a nova cantiga das crianças, preste atenção:
"Com quem será,
com quem será,
com quem será que o fulano vai casar
é com a ciclana, é com a ciclana,
é com a ciclana que o fulano vai casar...
Eles se casaram,
eles se casaram,
tiveram dois filhos
e depois se separaram."
Foi cômico e constrangedor ao mesmo tempo. Quem era desquitado, dava risada e aplaudia as criancinhas, mas alguns casais viram que seus filhos cantando aquilo, ficaram com aquela preocupação. O dilema do divórcio já faz parte na cultura atual. Até mesmo as inocentes crianças daquela festa tem noção do que ocorre com a maioria das uniões atuais. Eu fiz parte do grupo dos preocupados, pois o que vi ali foi o verdadeiro descompromisso com algo tão importante que é uma união matrimonial. Fico pensando o que serão da maioria desses garotos no futuro...
Converso com a minha mãe sobre isso. Ela foi casada 11 anos com meu pai. Hoje aceito normalmente, mas confesso que na época senti o golpe. Infelizmente, eles não manteram as amizades como alguns fazem, e as vezes uma bomba estora: ambos os lados se sentem esquecidos por mim. É uma situação complicada, tentar agradar duas vertentes ao mesmo tempo. Parece algo cíclico, de 3 em 3 meses essa bomba explode. Certa vez, os dois foram na mesma festa, e eu com minha mãe. Ia na mesa do meu pai de vez em quando, mas ficava mais com ela. No outro dia, ele me chamou para uma conversa, dizendo que eu não o valorizava. O difícil é que tento explciar a situação, mas eles não entendem.
Enfim... Não digo que o casamento irá acabar, mas uma coisa é certa. As pessoas cansaram de aturar os problemas de outra. Qualquer desavença, elas se separam. Meus avós sempre dizem que um é rabugento, a outra fala demais, porém estão sempre juntos. "Quem quiser manter o casamento, tem que ser tolerante", diz minha mãe, meu pai, e qualquer um que já passou por isso. Sou jovem para casar, mas creio que um dia a hora vai chegar e terei mais bagagem para escrever sobre essa nova cultura da população brasileira.
"Com quem será,
com quem será,
com quem será que o fulano vai casar
é com a ciclana, é com a ciclana,
é com a ciclana que o fulano vai casar...
Eles se casaram,
eles se casaram,
tiveram dois filhos
e depois se separaram."
Foi cômico e constrangedor ao mesmo tempo. Quem era desquitado, dava risada e aplaudia as criancinhas, mas alguns casais viram que seus filhos cantando aquilo, ficaram com aquela preocupação. O dilema do divórcio já faz parte na cultura atual. Até mesmo as inocentes crianças daquela festa tem noção do que ocorre com a maioria das uniões atuais. Eu fiz parte do grupo dos preocupados, pois o que vi ali foi o verdadeiro descompromisso com algo tão importante que é uma união matrimonial. Fico pensando o que serão da maioria desses garotos no futuro...
Converso com a minha mãe sobre isso. Ela foi casada 11 anos com meu pai. Hoje aceito normalmente, mas confesso que na época senti o golpe. Infelizmente, eles não manteram as amizades como alguns fazem, e as vezes uma bomba estora: ambos os lados se sentem esquecidos por mim. É uma situação complicada, tentar agradar duas vertentes ao mesmo tempo. Parece algo cíclico, de 3 em 3 meses essa bomba explode. Certa vez, os dois foram na mesma festa, e eu com minha mãe. Ia na mesa do meu pai de vez em quando, mas ficava mais com ela. No outro dia, ele me chamou para uma conversa, dizendo que eu não o valorizava. O difícil é que tento explciar a situação, mas eles não entendem.
Enfim... Não digo que o casamento irá acabar, mas uma coisa é certa. As pessoas cansaram de aturar os problemas de outra. Qualquer desavença, elas se separam. Meus avós sempre dizem que um é rabugento, a outra fala demais, porém estão sempre juntos. "Quem quiser manter o casamento, tem que ser tolerante", diz minha mãe, meu pai, e qualquer um que já passou por isso. Sou jovem para casar, mas creio que um dia a hora vai chegar e terei mais bagagem para escrever sobre essa nova cultura da população brasileira.
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